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ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO AFROBRASILEIRO & A MENTALIDADE COLONIAL DOMINANTE: PERSPECTIVAS PARA A GOVERNAÇA TERRITORIAL

Tipo:

Mesa-redonda

Categoria:

Afro e Indígena

Local:

ICC - Anfiteatro 08

Data e hora:

19:00 até 21:30 em 28/07/2022

O território visto como uma instância concreta das acumulações desiguais dos distintos tempos é o principal revelador dos espaços visíveis oficialmente, ou seja, os aceitos e formalizados pelo sistema dominante e, os invisíveis, que correspondem aos territórios usados que não devem ser mostrados na cartografia e paisagem geográfica oficial, associados a expressões territorializadas pejorativas, como favelas, o povo da periferia, os pobres, os mocambos, os quilombos, dentre outras. No bojo destes dois “Brasis” (formal/informal ou incluído/excluído) estão as populações e os territórios de matriz africana, secularmente à margem dos projetos do país, com tratamento “residual” e políticas de invisibilidade, onde a inexistência é uma das estratégias mais fundamentadas. Estas são instâncias concretas no conjunto amplo das contradições, que têm como “pano de fundo” as referências dos cinco séculos de sistema escravista criminoso (aqui incluímos os quatro séculos do Brasil Colonial e os 100 anos do século XX do Brasil República de mentalidade escravocrata), ainda não resolvidas no país. A Geografia Afrobrasileira possibilita “ver” o que muitos (as) não querem enxergar, mesmo usando artifícios como a negação da realidade. Neste sentido, as perguntas geográficas conflitantes não querem calar: verdadeiramente, quem é visto e não é visto no território brasileiro? Quem é visível e não visível para o Estado ineficiente? Quem existe e não existe de fato no espaço segregado? A Geografia Oficial do país ao não tratar devidamente a Geografia Afrobrasileira, se configura uma forma explicita de discriminação no racismo estrutural de cinco séculos. Este sem dúvida, é um dos principais desafios geográficos do século XXI.