Mesa-Redonda 04: Psicopedagogia com Adultos e idosos
Tipo:
Mesa-Redonda
Categoria:
Mesa-Redonda
Local:
Sala 307 - 3º andar
Data e hora:
18:10 até 19:40 em 11/07/2025
A clínica com adultos e idosos. Como acontece?
Júlia Eugênia Gonçalves
RESUMO: A demanda por trabalho psicopedagógico; caracterização do público; possibilidades e limites na atuação.
Os sentidos da aprendizagem ao envelhecer
Denise Costa Ceroni
RESUMO: Pretendo apresentar , de forma breve, a relação entre os processos de educação ao longo da vida e o envelhecimento humano permeados pelo campo interdisciplinar da Psicopedagogia. Explorar os sentidos que a aprendizagem pode assumir na trajetória de vida dos adultos , assim como , provocar a reflexão da não aprendizagem que se manifesta apesar das oportunidades presentes na vida das pessoas. Afinal, aprender é tudo! E a Psicopedagogia tem construído boas discussões e práticas para que a última fase da vida possa acontecer de forma plena, digna e com protagonismo.
Psicopedagogia e inclusão social: caminhos para um envelhecimento saudável
Eliana Santos Moura
RESUMO: “O paradigma da inclusão social expressa as proposições de diversos movimento e organizações sociais que, nas últimas décadas, impulsionados por mudanças econômicas, sociais, culturais e políticas, se mobilizaram contra as diversas formas de exclusão e na luta pelos direitos de minorias. Esses retomam como referência para o encaminhamento do processo de inclusão a Declaração Universal dos direitos Humanos, proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948.” (Qualidade de vida na velhice – enfoque multidisciplinar, p.268) Um exemplo de resultado de uma mobilização foi a mudança que houve no nome do Estatuto do Idoso, que foi alterado para Estatuto da Pessoa Idosa em julho de 2022. A mudança foi feita pela Lei nº 14.423/2022 para:
Respeitar a diversidade de gênero;
Reconhecer as pessoas idosas como sujeitos de direitos civis plenos;
Humanizar o tratamento das pessoas idosas;
Discutir o envelhecimento saudável não se limita apenas aos aspectos biológicos, mas abrange também os aspectos biopsicossociais envolvidos no processo de envelhecer. Nesse contexto, a psicopedagogia, como uma profissão interdisciplinar focada na aprendizagem e seus processos, pode desempenhar um papel crucial na inclusão social da pessoa idosa. Nós, psicopedagogos, podemos atuar sobre os aspectos cognitivos, emocionais e sociais do indivíduo, tanto na prevenção quanto na intervenção de problemas de aprendizagem já instalados. A inclusão social, nesse sentido, é determinante para o “bem envelhecer”, pois é ela que promove e possibilita a participação da pessoa idosa em atividades sociais, culturais, educativas e profissionais, contribuindo sobremaneira para a manutenção da boa qualidade de vida A pergunta que surge é: como a psicopedagogia e a inclusão social se conectam ao envelhecimento saudável? Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, todas as profissões e setores da sociedade necessitam se debruçar sobre o tema, para que juntos possam criar condições favoráveis a esta etapa do desenvolvimento humano, visto que a longevidade é algo que inexoravelmente, devido aos avanços científico e tecnológico, será cada vez maior. Discutir os principais desafios enfrentados por adultos e idosos, como perda de memória, demência e isolamento social, é encarar os desafios cognitivos e emocionais que permeiam o processo de envelhecer.
As intervenções psicopedagógicas, se apresentam como práticas eficazes de apoio ao envelhecimento de boa qualidade, desenvolvendo as ações que busquem atingir os itens abaixo:
Aprendizagem ao longo da vida é um dos pilares do envelhecimento ativo (OMS-2015), juntamente com a saúde, participação social e segurança. Ela pode ser provocada por meio de intervenções psicopedagógicas, como por exemplo, cursos, workshops e oficinas de estimulação cognitiva que, segundo evidências científicas, têm a capacidade de retardar processos de declínio cognitivo (demências) já diagnosticados, contribuindo para a construção de novas sinapses cerebrais; bem como atuar de forma preventiva às demências, que hoje no Brasil representam um problema de saúde pública em ascensão; além de facilitar processos de aprendizagem adaptando métodos de ensino às necessidades específicas da pessoa adulta e idosa;
Prevenção ao isolamento social: O isolamento social é um dos maiores riscos para a saúde mental dos idosos. A inclusão social, promovida por políticas públicas e ações comunitárias, ajuda a combater a solidão, proporcionando oportunidades de convívio e participação;
Autonomia e autoestima: Ao se sentirem incluídos e capazes de aprender e contribuir, as pessoas idosas mantêm sua autonomia e autoestima elevadas, fatores essenciais para um envelhecimento saudável;
Adaptação às mudanças: por meio da intervenção psicopedagógica, as mudanças físicas, emocionais e sociais que acompanham o envelhecimento podem ser trabalhadas, promovendo-se assim, maior bem estar e resiliência. Finalizo agradecendo a oportunidade em trazer a esse Congresso assunto de tamanha relevância, que não se esgota nesses poucos vinte minutos, mas que minha fala possa ser o incentivo a se olhar para a velhice com humanidade, para que assim a psicopedagogia se aproprie da sua responsabilidade nessa teia de profissionais engajados em entender para desmistificar essa fase do desenvolvimento humano que antecede a finitude.





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