Roda de Conversa 09: Ética no Cotidiano do Psicopedagogo: Clínica e Escola
Tipo:
Roda de conversa
Categoria:
Roda de conversa
Local:
Sala 308 - 3º andar
Data e hora:
17:00 até 18:30 em 12/07/2025
1 - A Importância da Supervisão e do Trabalho Pessoal na Formação e na Prática do Psicopedagogo
Carla Labaki Agostinho Luvizotto
RESUMO:
Nesta Roda de Conversa trataremos da importância da supervisão contínua e do investimento no trabalho pessoal como práticas essenciais para assegurar uma atuação ética e de alta qualidade, comprometida com o outro. Essas ações fortalecem o compromisso do psicopedagogo com a responsabilidade profissional e o aprimoramento constante de suas habilidades. Teremos a oportunidade de dialogar com os psicopedagogos, compartilhando os preceitos éticos e morais da prática profissional e trazendo o Código de Ética do Psicopedagogo como norteador da atuação psicopedagógica. Estes pontos servirão como base para iniciar a conversa, promovendo uma discussão aprofundada e estimulando os participantes a contribuírem com suas experiências e questionamentos sobre a prática psicopedagógica no cotidiano.
2 - Sigilo Profissional em Relações Interdisciplinares
Patrícia Celeste Gome
RESUMO:
Sigilo profissional é o dever que o profissional tem de guardar segredo sobre as informações confidenciais a que tem acesso em razão do exercício de sua profissão. Na psicopedagogia, essas informações podem envolver dados pessoais, históricos escolares, diagnósticos, tratamentos e outras particularidades dos aprendentes.
O sigilo profissional representa um pilar essencial na prática psicopedagógica, tanto em contextos clínicos quanto educacionais. Este princípio ético não apenas protege a confidencialidade dos pacientes, mas também fortalece a relação de confiança fundamental para o desenvolvimento educacional e psicológico. Em um ambiente interdisciplinar, onde colaboramos com profissionais de diversas áreas, como psicólogos, fonoaudiólogos, professores e pais, é crucial estabelecer protocolos claros de comunicação e consentimento para garantir o respeito absoluto ao sigilo profissional.
O sigilo profissional na psicopedagogia é essencial por diversos motivos:
- Construção de um ambiente de confiança: O sigilo permite que os clientes se sintam seguros para compartilhar informações pessoais e sentimentos, o que é fundamental para o sucesso do processo terapêutico.
- Proteção da privacidade: Ao garantir o sigilo, o psicopedagogo protege a privacidade de seus clientes, evitando a exposição de informações sensíveis.
- Preservação da imagem do profissional: O descumprimento do sigilo profissional pode gerar danos à reputação do psicopedagogo e à profissão como um todo.
- Cumprimento da legislação: O sigilo profissional é um dever legal, previsto em diversos códigos de ética e legislações.
Para garantir esse equilíbrio, é essencial adotar algumas estratégias, como obter a autorização do paciente ou de seus responsáveis antes de compartilhar qualquer informação, divulgar apenas o que for realmente necessário para o acompanhamento, buscar orientação ética sempre que houver dúvidas e manter uma comunicação clara e respeitosa com os demais profissionais envolvidos
O sigilo profissional não deve ser visto como um impedimento ao trabalho interdisciplinar, pelo contrário, ele garante que a colaboração entre profissionais aconteça de forma ética e respeitosa. Como psicopedagogos, devemos usá-lo com responsabilidade, garantindo que as informações sejam compartilhadas apenas quando necessário e sempre para o bem-estar de quem atendemos.
3 - Diferença entre o Papel do Professor, do Coordenador, do Orientador e do Psicopedagogo na Escola
Sueli de Paula Cunha
RESUMO: Ao adentrar a instituição escolar o psicopedagogo encontra -se com um mundo em movimento. Um espaço construído a partir de diferentes relações intercruzadas por encontros e desencontros. A escola se faz e se constrói em um interjogo entre dimensões internas e externas, é um lugar habitado por muitos onde papéis e funções em uma dinâmica única alimentam, produzem, reproduzem, transformam a própria vida ali experienciada, quer pelo institucional, quer pela singularidade de seus atores-autores, pelo objetivante e subjetivante. Dentro dos muros da escola, no encontro com os “personagens nativos”, algumas reflexões são necessárias, o olhar e escuta do psicopedagogo necessita ser ético, adentrar sem inter-ferir, intervir sem impor, colaborar, integrar, incluir. Qual é o papel de cada um, quais as diferenças, quais as similaridades, quais são as linhas divisórias de cada território, como não invadir?



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