Datas importantes
20
outubro - 2026
Prazo final de envio de trabalhos
13
novembro - 2026
Divulgação de trabalhos aprovados
09
dezembro - 2026
Prazo final de inscrição
Seja bem vindo ao II Encontro Internacional em Ciência Indígena e Justiça Climática - 7 a 9 de dezembro de 2026 - Brasília
O II Encontro Internacional em Ciência Indígena e Justiça Climática será realizado na sede do CNPq com momento de vivência na Aldeia Ye’epá Mashã (Maloca) dos povos tukanos que fica localizada no noroeste de Brasília, mais conhecida como santuários dos pajés. É uma terra indígena no bioma cerrado habitada, além dos povos tukanos, contam com várias etnias, entre os Fulni-Ô, Tapuya, Tuxá, Kariri-Xocó, Guajajara.
Essa terra indígena tem um histórico de resistência, em 2011, o laudo antropológico produzido pela FUNAI ANTINDÍGENA contestou o estudo, não reconheceu como terra tradicional indígena. Em, 2013, a Justiça Federal decidiu reconhecer a área Santuário dos Pajés como terra indígena. É uma alteia multiétnica respeitado as culturas e tradições de cada povo. Apesar disso, ainda convivem cotidianamente com situações relacionadas a especulação imobiliária.
Na Aldeia Ye’epá Mashã os povos tukanos desenvolvem ações de reflorestamento do cerrado com plantas nativas reconstruindo bioma em sua diversidade ecológica e ambiental. Nessa aldeia os povos tukanos tem uma tradição na realização de intercâmbio entre estudantes indígenas, ambientalistas e lideranças indígenas. É um território educador de ações e discussões em torno da justiça socioambiental e seus efeitos nas mudanças climáticas no cerrado e seus impactos no meio ambiente e na vida dos povos indígena no planeta.
Essas experiências ancestrais e ambientais inspiram a realização do intercâmbio entre os estudantes indígenas aldeados presentes nas universidades e intelectuais indígenas de todos Brasil. O intercâmbio de experiência em ciência indígena e as questões climáticas se articula pela relação entre o conhecimento científico e os saberes indígenas como um campo para produção de novas epistemologias.
O encontro tem como foco discutir a contribuição de experiências em proteção e preservação ambientais das florestas nativas em terras indígenas como alternativas de justiça socioambiental aos graves problemas imposto pelas mudanças climáticas em nosso planeta. Ademais, os estudantes indígenas podem desenvolver redes de investigações em projetos de pesquisas ambientalmente sustentáveis, desde a perspectiva indígena na ciência. A escolha da Maloca Ye’epá Mashã dos povos indígenas se deu em razão de sua localização geográfica e política, uma vez que possibilitará maior mobilidade dos estudantes indígenas aldeados das regiões do Brasil para Brasília. A aldeia é local que conta com estrutura de maloca para realização das atividades de formação, mobilização e incidência política
Estudantes indígenas integram a União Plurinacional dos Estudantes Indígenas – UPEI em seu corpo diretor e, mais de 20(vinte) estudantes, estão na formação de base política, estudando na graduação e pós-graduação, vivendo em Brasília. Na aldeia vivem intelectuais indígenas de notório saber que discutem ideias para justiça socioambiental e ações para enfrentamento as mudanças climáticas, o que facilita o desenvolvimento das ações em torno do encontro nacional, com foco também na incidência política para reivindicação da pauta dos estudantes indígena junto ao governo federal. Além disso, a UnB conta com vários pesquisadores indígenas na pós-graduação organizados no IPEEI, essa parceira UPEI, IPEEI e UPFI visa fortalecer a presença indígena na ciência, valorizando suas contribuições para a justiça ambiental e climática.


