GT 1: Economia criativa, políticas e desenvolvimento
Coordenadores: Luciana Guilherme (ESPM-Rio) e Cristiano Pinheiro (PUC-RS)
Ementa: Desde finais do século XX, aprofundaram-se os estudos sobre a relação entre economia criativa e desenvolvimento, de modo que também se fez necessário debater as políticas necessárias para o fortalecimento desse campo. Assim, os trabalhos desse GT podem estar relacionados a temas como:
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história do desenvolvimento da política cultural no espaço Ibero-Americano;
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avaliação de impacto de políticas culturais;
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economia criativa e a digitalização: desenvolvimento, desafios e futuro;
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políticas públicas para promover a economia criativa;
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estudos comparativos de políticas do setor cultural e criativo entre países (no espaço ibero-americano ou noutras regiões).
GT 2: Gestão, empreendedorismo e inovação na economia criativa
Coordenadores: Marco Aurélio Rodrigues (ESPM-Rio)
Ementa: É cada vez mais relevante para a economia criativa trazer discussões e reflexões a respeito de temas relacionados a criatividade empreendedora, gestão e administração de empreendimentos em cidades criativas. Assim, os trabalhos deste GT podem estar relacionados a temas como:
- técnicas de gestão relacionadas a cidades criativas;
- estratégias de redes para concepção, produção e distribuição;
- empreendedorismo e liderança criativa;
- consumo e inovação na sociedade;
- novas tecnologias, propriedade intelectual e novos negócios;
- inovação para negócios sustentáveis;
- perfis empreendedores na economia criativa;
- novas formas de gerir negócios criativos;
- desafios administrativos e empreendedores de novos conhecimentos criativos;
- aplicação de inovação aberta, criatividade e novos modelos de gestão à economia criativa;
- Inovação e criação de startups;
- reflexos de cocriação e coworking no processo criativo e de gestão.
GT 3: Cidades e Territórios Criativos
Coordenadores: Veranise Dubeux (ESPM-Rio) e Mary Sandra Ashton (FEEVALE)
Ementa: O objetivo do GT é trazer reflexões sobre aspectos políticos, socioeconômicos e culturais das cidades criativas, expressão comumente utilizada em referência a espaços urbanos nos quais a articulação entre atividades sociais e artísticas, indústrias criativas e ações governamentais foi capaz de gerar efervescência cultural que capta talentos, amplia a diversidade social e intensifica o potencial inovador de empresas, instituições e comunidades. A criatividade de uma cidade é vista em diversos campos que vão além dos setores criativos. A administração pública, por exemplo, pode estimular inovações sociais com criatividade em áreas como saúde, educação, segurança pública e mobilidade urbana. As cidades criativas reúnem cultura – relacionada à identidade urbana, ao patrimônio e aos padrões de consumo no território -, comunicação – os meios físicos e tecnológicos que promovem a interação entre as pessoas e mitigam os conflitos – e a cooperação, compreendida em sentido amplo como o reconhecimento pleno das riquezas trazidas pelas diferenças socioculturais. Assim, os trabalhos desse GT podem estar relacionados a temas como:
- cidades criativas e desenvolvimento socioeconômico;
- valorização das tradições e da cultura popular em cidades criativas;
- inovação para a solução de questões urbanas em cidades criativas;
- consumo cultural em novos regimes de distinção simbólica em cidades criativas;
- empreendedorismo em cidades criativas;
- modelos de apoio e financiamento à inovação em territórios periféricos.
GT 4: Design e economia criativa
Coordenadores: André Beltrão (ESPM-Rio) e Fabiana Heinrich (UFRJ)
Ementa: O objetivo do GT é reunir reflexões teóricas ou resultados de pesquisas empíricas que relacionem o Design com a Economia Criativa. Assim, os trabalhos desse GT podem estar relacionados a temas como:
- design enquanto um setor criativo, como design gráfico, design de produto, design de moda etc;
- a relação entre o design e outros setores criativos, como música, teatro, museus etc;
- a aproximação entre o pensamento projetual e as ferramentas de design thinking, design de serviços e design estratégico com a gestão criativa de negócios, clusters, cidades etc;
- design de experiência e as estratégias de inovação.
GT 5: Memória e patrimônio na economia criativa
Coordenadores: Isabella Perrotta (ESPM-Rio) e Leila Bianchi (UNIRIO)
Ementa: O objetivo do GT é reunir reflexões e pesquisas que transitem em torno dos estudos de memória e patrimônio, vinculando-os à Economia Criativa ou à Economia da Cultura. Desde o final do século XX, registra-se um interesse crescente sobre o passado, não mais apenas pelo olhar historiográfico, mas também pelo testemunho e pelo relato pessoal. A intensidade deste movimento leva alguns autores, como Andreas Huyssen, a afirmar que vivemos uma “cultura da memória”, em que tudo adquire a possibilidade de se tornar memorável. É no âmbito da valorização do passado que surgem, cada vez mais, processos de patrimonialização e musealização, muito diversos, que Françoise Benhamou defende que dependem da história e da memória, e chama a atenção para suas dimensões econômicas.
A valorização do passado, contudo, se encaixa num cenário de descrença ou incerteza em relação ao futuro e, simultaneamente, aponta para uma assincronicidade de temporalidades. Tal realidade atinge diferentes setores criativos, como artes, moda, arquitetura, televisão, cinema, publicidade, música; assim como expressões culturais e a museologia. Se tudo e qualquer coisa pode ser memorável, também há de se questionar o que é a representação – seja ela identitária, social, imagética, simbólica.
Os trabalhos desse GT podem estar relacionados a temas como:
- cultura, patrimônio e artes na cadeia da economia criativa;
- expressões culturais, folclore, gastronomia e patrimônio imaterial;
- memória das profissões e dos setores criativos;
- memória das instituições culturais;
- memória das cidades no âmbito da cultura e do patrimônio;
- memória, nostalgia e mídias;
- memória gráfica, midiática e audiovisual.
GT 6: Consumo e economia criativa
Coordenadores: Sílvia Borges (ESPM-Rio) e Alessandra Baiocchi (PUC-Rio)
Ementa: A forma primordial de consumo na economia criativa é a cultural, em particular diante da identificação de uma nova classe de serviços que combina os capitais cultural e econômico e da transformação do consumo material em cultural com a estetização da vida cotidiana. O consumidor se torna um agente na geração de valor econômico a partir da construção da identidade individual no lazer, no entretenimento e nos novos regimes de distinção simbólica. Partindo de uma perspectiva multidisciplinar, o GT Consumo e Economia Criativa contempla estudos que busquem explorar os significados, as influências e as práticas de consumo no contexto da economia criativa e sua relação com as culturas local, regional, nacional e global. Assim, os trabalhos desse GT podem estar relacionados a temas como:
- gênero e consumo na economia criativa;
- estética e consumo;
- identidades e diferenças culturais e sociais na economia criativa;
- redes e práticas de consumo nos setores criativos.
GT 7: Comunicação, Marketing e economia criativa
Coordenadores: Daniel Kamlot (ESPM-Rio) e Alexandre Kieling (UCB)
Ementa: Esse GT agrega pesquisas que versem sobre os macros temas comunicação, marketing e economia criativa nas suas várias possibilidades de desdobramentos. Estudos e práticas criativas a partir de vértices distintos, partindo da ideia de que a criatividade surge do contato com o novo e com o inusitado. Assim, os trabalhos desse GT podem estar relacionados a temas como:
- investigação da imaginação e da comunicação a partir de paradigmas que vêm da filosofia e das próprias teorias da comunicação;
- migração da arte, da cultura, da moda e outras atividades criativas para o campo dos negócios;
- crowdfunding;
- a cultura como recurso;
- cenários ambientais, novos mercados e atividades da economia criativa.
Observação Importante!
Reconhecendo a amplitude do campo da economia criativa e sua interdisciplinaridade, além dos temas sugeridos nas ementas dos Grupos de Trabalhos (GT), há a possibilidade de submissão de trabalhos cujos temas sejam aderentes à proposta do Congresso e transversais aos GT, tais como: educação, ambiente & clima, sustentabilidade, internacionalização, turismo, tecnologias emergentes etc.


