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MOSTRA DEART

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MAIS INFORMAÇÕES:

 

Bagagem de Desfeitos

Quinta-feira 23/10 às 20:00
Salão Diamantina | Centro de Artes e Convenções da UFOP
Rua Diogo Vasconcelos, 328 - Pilar

“Bagagem de Desfeitos” é um espetáculo de Dança que emerge do desejo de compreender o corpo como lugar de saberes ético-estéticos, políticos e discursivos. A obra coreográfica, concebida como um duo, é fruto de um processo de criação ancorado no conceito da In-Ex-Corporação (Vieira, 2021), desdobramento da Prática como Pesquisa, e construído a partir de uma escuta sensível em diálogo exclusivo com a comunidade atingida pelo rompimento da Barragem B1, em Brumadinho no ano de 2019. As marcas deixadas por esse crime socioambiental irreparável atravessam a dramaturgia do espetáculo, que ressignifica vivências individuais e coletivas, abrindo espaços de escuta, reflexão e sensibilização. Trata-se de uma obra imersiva, que se desenvolve dentro e fora de um domo geodésico, simbolizando a Cidade Desastre, e que convida o público a experimentar as reverberações do que foi silenciado, das memórias e anseios ocultos, da contínua exploração e imposição do lucro acima da vida no território. Ao habitar esse espaço, performa-se o Corpo Desastre, conceito também desenvolvido na pesquisa, que evidencia a complexa sobreposição entre corpo, território, crime ambiental e os impactos do capitaloceno.

Ficha técnica
Criação e Interpretação: Alba Pedreira Vieira e Letícia Oliveira
Trilha Sonora: Otacílio Melgaço
Cenário: GB Engenharia, Arte Paiol, Luiza Reis, Mia
Figurino: Ana Virgínia Álvares


Contaminados

Quinta-feira 23/10 às 21:30
Estacionamento DEART/UFOP
Campus Morro do Cruzeiro s/n - Bauxita

Um corpo fala em ruína. Em meio a um tempo suspenso, uma voz confessa sua contaminação — não por um vírus, mas pela solidão, pelo medo, pela apatia coletiva. Entre o delírio e a lucidez, essa figura busca ser ouvida num mundo que curte e compartilha, mas não escuta. Atravessando corredores cinzentos e ventos internos, o narrador expõe suas feridas, suas dores e sua necessidade de luz. “Contaminados” é um grito íntimo sobre o esgotamento humano e o anseio por reconexão, um mergulho poético nas sombras e possibilidades de cura de quem insiste em continuar.


Mamilo invertido

Sexta-feira 24/10 às 21:30
Saguão Congonhas (hall do Teatro) | Centro de Artes e Convenções da UFOP
Rua Diogo Vasconcelos, 328 - Pilar

O projeto performático Mamilla Invertido surgiu em maio de 2023 e foi desenvolvido pelas artistas Maju Ferretti e Mirian Borges. Durante o processo do trabalho, as fotoperformances foram feitas em espaços simbólicos tanto da cultura heterocentrada quanto da cultura dissidente, no qual ironicamente pegamos imagens dos mamilos que são socialmente aceitos, os de homens cis, e colamos em cima dos nossos peitos. A proposta é apresentar a performance/ intervenção de trajar os mamilos e fazer uma leitura performativa do livro Pornoterrorismo de Diana J.Torres, e montar a instalação com as fotoperformances que foram feitas, materiais informativos de denúncia a essa censura, além de uma exposição colaborativa que contém imagens de diversos tipos de mamilos. O objetivo dessas práticas performáticas é questionar a censura de mamilos “anatomicamente femininos” em várias instâncias da sociedade e ficcionar os nossos gêneros a partir dos nossos corpos hibridizados, inventando também, novos corpos e novas possibilidades de existir.


Kuhin II

Sexta-feira 24/10 às 22:00
Saguão Congonhas (hall do Teatro) | Centro de Artes e Convenções da UFOP
Rua Diogo Vasconcelos, 328 - Pilar

Kuhin II nasce do encontro entre as artistas pesquisadoras Ester Lago da Cunha e Alba P. Vieira com o povo Krahô (TO). O termo, criado por Vieira, nasce da fusão de duas palavras Krahô: kupẽn (“branco”) e mẽhĩ como o povo Krahô se autodenomina, podendo ser traduzido como “nossa carne”. Assim surge Kuhin ,o corpo-território onde dois mundos dialogam e se friccionam: o do branco e o do indígena, o de fora e o do dentro, o outro e o eu.
A cena é uma improvisação em tempo real entre as dançarinas, em diálogo
artístico-corporal com os músicos convidados. A obra articula dança contemporânea, improvisação e cosmologias de povos originários, propondo um deslocamento das estruturas convencionais da cena teatral.
Kuhin II se faz vivência performativa, guiada pela escuta mútua, pelo estado de presença e pela construção coletiva. A obra explora a potência do corpo em constante transformação, do som como guia sensível e da circularidade como espaço simbólico de partilha, promovendo experiências sensoriais, comunitárias e interconectadas entre artistas e espectadores.


Noites Moribundas - Ocupação Clandestina

Sexta-feira 24/10, sábado 25/10 e domingo 26/10 a partir das 21:30
Espaço São Jorge
Rua Antônio Esteves de Sacramento, 651

Idealizado pela Produção Clandestina que é composto por um agrupamento de trabalhos realizados por discentes e egressos do Departamento de Artes Cênicas da UFOP.

Dia 24/10 - “Noite no Zoológico”
21h30 - Shirley Jacaré Macaco (show) 22h - Vaca Malhada (cena)
22h30 - Jacaré e a Revolução das Tigroas (espetáculo)

Dia 25/10 - “Cabaré Quase Bom”
21h30 - O Bingo das Velhas Safadas (espetáculo) 22h - Cenas Quase Boas (cenas)
22h30 - Na cama com Kaio (cena)
23h00 - Delírio Sensual (cena)

Dia 26/10 - “Noite Baixo Astral”
21h30 - Abertura com Pupuri e Pupuchora (show)
21h50 - Algo(z)ritmo (espetáculo)
22h30 - SHOLO (espetáculo)


O amor possível

Sábado 25/10 e domingo 26/10 às 21:30
Sala 8 do Espaço das Artes (Bloco B) | Centro de Artes e Convenções da UFOP
Rua Diogo Vasconcelos, 328 - Pilar

O espetáculo-solo O amor possível, do Teatro Diadokai, é uma adaptação do romance A caverna, de José Saramago.
Assim como no livro, o ponto de partida da encenação é a perplexidade que toma conta de Cipriano Algor - viúvo, 64 anos, oleiro de profissão - quando o Centro - shopping center hiperbólico, símbolo da sociedade contemporânea, consumista, tecnificada e desumanizada - se recusa a comercializar suas louças de barro, pois agora os clientes preferem as de plástico.
Inicia-se para o oleiro uma jornada de reinvenção de si, na qual encontra o amor, com a viúva Isaura Madruga, e a lealdade e amizade, com o cão Achado. O amor possível é um elogio à vida.

Ficha técnica
Idealização: Priscilla Duarte
Obra original e autor: A caverna de José Saramago
Adaptação teatral: Priscilla Duarte e François Kahn
Direção: Priscilla Duarte e Ricardo Gomes
Atuação: Priscilla Duarte
Colaboração artística: François Kahn
Direção de arte: Luiz Dias
Cenografia: Luiz Dias
Figurino: Caroline Manso
Produção de objetos Maria Duarte
Criação de luz: Jésus Lataliza e Gabriel Corrêa
Preparação vocal: Ana Hadad
Realização: Teatro Diadokai
Duração: 75 minutos


As criadas

Domingo 26/10 às 20:00
Casa da Ópera
Rua Brigadeiro Musqueira, 104

Quarta-feira 29/10 às 19:00
Museu Boulieu
Rua Padre Rolim, 412

As criadas (1947), de Jean Genet, realizada entre os anos de 2023 e 2024 retoma a pergunta "Por que ver e trans-ler os clássicos?" permitindo-nos revisitar a tradição, sem frente a ela nos colocar de modo subalterno e colonizado. A montagem envolve um processo de transcriação a partir do qual o sentido da obra revela-se em estreito vínculo com a problemática das relações de trabalho e com o conceito de classe. A partir da leitura crítica sobre a montagem, tenciona-se as noções de colonialidade, de trabalho escravo e de máquina de alfétena que envolvem as políticas trabalhistas. A proposta cênico- dramatúrgica vincula-se à Linha de Pesquisa: “Tradução, apropriação e tradição” do DRAMATIC - Grupo de Pesquisa em Dramaturgia: Teorias, Intermídias e Cena Cultural (CNPq).

Ficha técnica
Texto: Jean Genet Direção: Alex Beigui
Elenco: Ana Paula Húngaro; Elison Lima; Jaine Heloísa; Luiz Collins. Produção: Almando Storck


Erêndira

Segunda-feira 27/10 e terça-feira 28/10 às 18:00
Clube XV de Novembro
Rua Santa Efigênia, 26 - Antônio Dias

O espetáculo ERÊNDIRA! nasce como uma alegoria sobre poder, abuso e resistência. Livremente inspirado na obra de Gabriel García Márquez, o espetáculo transpõe o realismo mágico para as montanhas de um Brasil contemporâneo, enraizado na espacialidade mineira. Nesse território mágico e ferido, nasce a história de uma infância em luto, marcada pela exploração, pelo silêncio cúmplice de uma cidade. Erêndira é entregue à servidão por sua própria avó que a transforma em mercadoria viva. Da dor silenciosa brota a revolta.

*Aviso de conteúdo: Este espetáculo contém cenas e diálogos que abordam violência contra a criança, adolescente e mulher e podem ser sensíveis para algumas pessoas.
Classificação indicativa: 16 anos.

Link para a ficha técnica: https://drive.google.com/drive/folders/1qnQLy7ER6oWU1txMmM8jKdCPj0CltvtZ?usp=sharin g


Contos da carochinha - Tião da Tina

Terça-feira 28/10 às 13:00
Igreja do Pilar
Praça Monsenhor Castilho Barbosa, 17

O povo de Carochinha está matutando sobre a necessidade de se ter um prefeito nessa cidade que mal tem arquitetura ou chão para se afincar. É aí que conhecemos Tião da Tina, um possível líder com a cabeça nas nuvens, pés bem fincados no chão e olhos cheios d'água

Ficha técnica
Dramaturgia: Marina João Cangussu Direção: Brian Barzague Lobato
Concepção musical: Filipe Conde Mascaro e Gabriel Baez Figurino: Jackson Santos e Maria Luiza Amaral
Elenco: Ana Beatriz Ribeiro; Brian Barzague Lobato Pereira, Cauê Oliveira, Filipe Conde Mascaro, Gabriel Baez, Gisele Ferreira de Castro, Iasmin Souza Ramalho, Isadora Grunemberg, Maria Luiza Amaral, Marina João Cangussu e Natália Corrêa


Pessoa manequim

Terça-feira 28/10 às 13:00
Saguão Congonhas (hall do Teatro)
Centro de Artes e Convenções da UFOP | Rua Diogo Vasconcelos, 328 - Pilar

O espetáculo se trata de uma performance realizada e produzida pela Cia. Predicada, formada por discentes do Deart.
Pessoa Manequim é uma performance que investiga a discussão de gênero enquanto
performance na sociedade e possibilita a reconstrução partindo da neutralidade para o lugar que a intervenção social permitir que o performer vá.

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