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ETNOGRAFIAS DO/NO SISTEMA PRISIONAL: MÉTODO, CAMPO, REFLEXIVIDADE E ÉTICA

Tipo:

Painel

Categoria:

Sênior

Local:

Remoto

Data e hora:

19:00 até 21:00 em 25/07/2022

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Interpelar etnograficamente a normalização da cultura do castigo, práticas (extra)legais e (extra)judiciárias de punição e controle nas sociedades ao longo da história constitui pauta importante na agenda de pesquisa de diferentes áreas da ciência, notadamente das Ciências Sociais e Humanas. O que significa punir/controlar, especialmente no sistema de justiça criminal brasileiro? Por que punir/controlar? Como se pune/controla? Quem pune/controla? A quem se pune/controla? Para responder a estas e outras questões muitos/as pesquisadores/as têm buscado a etnografia, enquanto método com especial enfoque no trabalho de campo e na observação participante, mas também enquanto postura e reflexividade em pesquisa empírica, considerando os aspectos éticos e seus desdobramentos. Propõe-se, neste painel, reunir pesquisadores/as e seus trabalhos sobre o tema em tela, em perspectiva local e também comparada, de maneira a visibilizar diferentes olhares etnográficos sobre as prisões e mecanismos de controle estatal em torno do modelo carcerário, dando especial atenção para questões tais como: seletividade penal, encarceramento em massa, facções prisionais, política de “guerra às drogas”, adolescentes infratores/as, mulheres encarceradas, presos/as LGBT, trabalho prisional, religião nas prisões, familiares de presos/as, egressos do sistema, alternativas penais vs. penas alternativas, usos discursivos e práticos da tortura, estado de exceção nas prisões, desaparecimento forçado, epidemia de Covid-19 nas prisões, gestão e accountability no Sistema Penitenciário, métrica e violência de Estado, vigilância e controles eletrônicos, governamentalidade neoliberal e monetarização da vida e da liberdade, presos imigrantes, presos indígenas, internação, isolamento, contenção, discriminação, estigma, entre outras. A etnografia, enquanto método e prática de pesquisa, aponta como meio e/ou recurso para lançar luzes sobre o eclipse persistente do universo carcerário, desvelando e contribuindo para elucidar o misticismo dentro e em torno do Estado, suas prisões e os interesses nem sempre explícitos da manutenção do poder e controle sobre as populações e toda a sociedade.
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