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HISTÓRIA DAS URNAS ELETRÔNICAS NO BRASIL

Tipo:

Mesa-redonda

Categoria:

Sênior

Local:

ICC - Anfiteatro 10

Data e hora:

16:00 até 18:30 em 29/07/2022

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Os brasileiros já estão acostumados com o ritual. A cada dois anos, todo cidadão com mais de 16 anos, seja homem ou mulher, pode se dirigir às escolas e exercer um direito civil: o voto. É a escolha de quais pessoas julgamos ser as melhores para gerir nossas vidas. As questões que atingem diretamente o cidadão são decididas pelas pessoas que são eleitas para ocupar os diversos cargos políticos nas esferas municipais, estaduais e federal. E a maneira como o Brasil adora, o voto eletrônico, é alvo de uma dúvida recorrente: a urna eletrônica é segura? O sistema informatizado de voto no Brasil, com a utilização da urna eletrônica, tem sido alvo de críticas, fake news e desinformação ao logo do tempo. Após as eleições de 2018, os ataques à utilização da urna eletrônica se intensificaram. A utilização da urna eletrônica, segura e auditável, foi colocada em dúvida até mesmo pelo presidente da República. Parlamentares se mobilizaram para impedir seu uso e ou modificar o sistema de voto com a impressão do voto, retornando aos tempos da votação por cédula de papel, quando as eleições sofreram mais fraudes. Criada há 25 anos, a urna eletrônica teve papel fundamental na redemocratização do país. Foi desenvolvida a partir de uma série de princípios fundamentais e com a participação de especialistas e técnicos do Tribunal Superior Eleitoral e do Poder Executivo, dentre eles, servidores públicos das carreiras de ciência e tecnologia, lotados no INPE e no DCTA. Para um resgate histórico, a jornalista do Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia – SindCT, Fernanda Soares Andrade, foi convidada pela diretoria do sindicato, a escrever um livro contando a história da criação da urna eletrônica brasileira e as mudanças que sua utilização trouxe ao longo dos anos. O livro também tem o objetivo de esclarecer a população sobre o funcionamento e segurança da urna, além de toda a lisura do processo eleitoral. Foi redigido baseando-se unicamente em documentos oficiais e em depoimentos de pessoas que participaram do desenvolvimento da urna, como, por exemplo, o Ministro Gilmar Mendes, que já presidiu o TSE e o Ministro Carlos Velloso, presidente do TSE em cuja gestão se implantou a urna eletrônica. A urna eletrônica brasileira representa a aplicação ciência em benefício da sociedade, da independência e da soberania nacional.

Pessoas


Avelino Francisco Zorzo

Avelino Francisco Zorzo

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Associado da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Atualmente é professor titular da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Coordenador de Programas Profissionais da área de Computação da CAPES/MEC, avaliador de condições de ensino do Ministério da Educação, consultor ad hoc do CNPq, CAPES e da FAPERGS. Atuou como diretor da FACIN/PUCRS entre 2005 e 2011; como Coordenador Adjunto para Programas Profissionais da CAPES/MEC (2014-2018), como diretor adjunto de treinamento e ensino da SUCESU-RS entre 2008 e 2011; membro da diretoria da ASSESPRO-RS entre 2008 e 2011; membro do conselho técnico-consultivo da SOFTSUL; membro do Comitê de Ética em Pesquisa da PUCRS; como Diretor de Educação da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), (2015-2017); e, como Diretor de Articulação com Empresas da SBC (2013-2015). Possui graduação em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1986-1989), mestrado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1990-1994), doutorado em Ciência da Computação pela University of Newcastle Upon Tyne (1995-1999) e pós-doutorado na área de segurança no Cybercrime and Computer Security Centre da Newcastle University (2012-2013).