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Vulnerabilidades Na Formação De Professores Em Tempo De Neoconservadorismo: Questões Políticas E De Inclusão

Tipo:

Trabalho Encomendado

Categoria:

GT08 - Formação de Professores

Local:

Sala A - GT08

Data e hora:

14:00 até 16:00 em 27/10/2025

A Sessão de Trabalho se propõe a problematizar o neoconservadorismo na sociedade brasileira e no mundo e as suas consequências para a educação pública, para a profissão docente e para o conhecimento como uma forma de emancipação humana. Partirá de uma abordagem sobre o sentido de formação no contexto atual - “Qual formação para qual projeto de educação pública e de sociedade?” – com foco em elementos contidos na Resolução CNE/CP 04/2024, que estabelece diretrizes para a formação inicial de professores. Em decorrência, discutirá aspectos que indicam vulnerabilidades da formação docente, com ênfase nas implicações do aumento das matrículas de estudantes com deficiência em escolas públicas sem suporte do Atendimento Educacional Especializado. 1ª parte Qual formação para qual projeto de educação pública e de sociedade? Essa é a pergunta norteadora do trabalho que será apresentado e que tem como objetivo caracterizar o neoconservadorismo na sociedade brasileira e no mundo e as suas consequências para a educação pública, para a profissão docente e para o conhecimento como uma forma de emancipação humana. Decorre desse primeiro objetivo, problematizar alguns elementos contidos na Resolução CNE/CP 04/2024, que estabelece diretrizes para a formação inicial de professores, que dão sustentação a esse modelo hegemônico de sociedade. Por fim, ainda que de uma forma preliminar, identificar alguns aspectos que indicam as vulnerabilidades da formação de professores e professoras, como aquelas relacionadas à inserção profissional ou à inclusão escolar, com vistas a contribuir para o enfrentamento dos desafios impostos pela conjuntura às pesquisas e aos pesquisadores e pesquisadoras da área de educação. 2ª parte Até início dos anos 2000, aproximadamente, 70% das matrículas de estudantes com deficiência no Brasil se davam em instituições filantrópicas privadas. Atualmente, 92,6% das matrículas desse grupo estão incluídas em escolas públicas. Desse total, menos de 40% recebe suporte do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Que implicações isso tem para a formação de professores? Como e onde tem se dado a formação de professores de Educação Especial? A partir destas questões, discutimos a formação inicial e continuada de professores em Educação Especial, considerando: 1) as disputas históricas sobre o lugar de formação; 2) o grau de mercantilização dessa formação; 3) a construção de uma agenda educacional conservadora de defesa do homeschooling para estudantes da Educação Especial; 4) o avanço da medicalização e da judicialização atreladas a perspectivas biológicas de desenvolvimento humano.
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